Psicologia

5 sinais que indicam que você está em uma crise existencial

As crises existenciais são períodos de instabilidade emocional que podem ocorrer em qualquer momento da vida. Elas se caracterizam, principalmente, por conflitos internos carregados de dúvidas, melancolia e solidão.

Embora a crise existencial seja uma fase de muitas tristezas e incertezas, ela também pode promover um grande salto para o autoconhecimento, resultando em uma vida muito mais equilibrada por meio do crescimento pessoal.

Para um melhor entendimento sobre esse assunto, elaboramos este artigo, no qual abordamos alguns dos principais sinais que indicam a presença desse desequilíbrio emocional e como enfrentá-lo. Confira!

Sinais da crise existencial

Normalmente, a crise existencial se desenvolve a partir de um acontecimento com forte impacto, como a perda de um emprego, a morte de alguém muito querido, o término de um relacionamento amoroso, entre outros. Cada indivíduo tem a sua própria forma de agir e sentir essas situações. Nesse sentido, os sintomas de um desequilíbrio emocional variam, inclusive para a mesma pessoa, em momentos diferentes da vida. Veja a seguir alguns dos principais sinais.

1. Ansiedade

As dúvidas sobre como agir diante de acontecimentos marcantes geram medo e incertezas em relação ao futuro. A pessoa muitas vezes, é invadida por um sentimento de estar perdida, sem saber o que fazer. O principal motivo da ansiedade é a projeção futura e incerta do que pode acontecer. Isso provoca um sofrimento emocional com preocupações excessivas, nem sempre reais.

2. Cansaço mental

Esse é um dos sinais mais comuns da crise existencial. A fadiga mental ocorre pela grande quantidade de pensamentos e aflições. Da mesma forma como os músculos precisam relaxar, a mente também necessita de uma pausa para refazer as energias, do contrário, sofre com um aumento de estresse que pode desencadear inúmeras doenças físicas e mentais.

3. Falta de vontade de socialização

Com a mente sempre agitada, a pessoa busca isolar-se para tentar encontrar um equilíbrio nos pensamentos. Isso elimina a disposição de fazer programas sociais, com os amigos ou com a família.

A vontade que predomina, nesses casos, é ficar na cama, ouvindo música ou assistindo filmes e evitar qualquer tipo de contato. Esse isolamento elimina as possibilidades de sair da crise. O diálogo e o desabafo são meios importantes para que as ideias se organizem e a pessoa consiga enxergar soluções para os problemas.

4. Desânimo e pessimismo

Os conflitos existenciais geram uma grande sensação de desânimo, com pensamentos negativos. Como não há uma motivação concreta para que a pessoa se sinta dessa forma, as dúvidas provocam ideias pessimistas.

Assim, o indivíduo começa a refletir sobre a sua vida, questionando as decisões e os valores que adotava até aquele momento. Porém, muitas vezes, a falta de respostas às perguntas internas pode originar uma sensação de impotência para resolver os problemas que afligem.

5. Alterações no apetite e no sono

Além de alterações no humor, a ansiedade e o nervosismo constante também são responsáveis por efeitos maléficos no organismo, como distúrbios no apetite e no sono.

Algumas pessoas começam a comer de maneira desenfreada quando se sentem ansiosas, enquanto outras podem desenvolver a anorexia. Da mesma forma, umas sofrem com insônia, enquanto outras, dormem em excesso. A somatização dos problemas gera desequilíbrios orgânicos que provocam uma baixa no sistema imunológico e originam diversas doenças.

Como superar a crise

Pelo fato da crise existencial consistir em um conflito de reflexão sobre a natureza individual, um exercício capaz de ajudar a ultrapassar esse momento é o autoquestionamento de maneira racional. Dessa forma, é importante questionar-se sobre as reais razões dos sentimentos conflitantes. Esse é o primeiro passo para encontrar possíveis soluções e se reequilibrar emocionalmente.

Além disso, é fundamental externar as dúvidas e os pensamentos por meio do diálogo. Nesse sentido, amigos ou pessoas da família podem auxiliar a visualizar saídas para a crise.

Porém, quando a crise existencial é muito intensa e a pessoa não consegue superá-la, ela deve buscar o auxílio de um psicólogo — profissional capacitado para orientar sobre como lidar com a adversidade e ajudar na resolução de problemas que aparentemente não têm solução.

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Fonte: Psicologia Viva